domingo, 1 de novembro de 2009

RESISTÊNCIA NO FUTEBOL




Corridas leves, piques, saltos, choques, chutes, mudanças de direção e giros são componentes básicos de uma partida de futebol. Para ter um bom desempenho, um jogador precisa estar preparado para atender a uma série de demandas físicas sem que isso prejudique seu rendimento técnico. Por conta disso, o trabalho do preparador físico deve ser extremamente cauteloso e minucioso, e é cada vez mais difícil dissociar a preparação física do próprio patamar de preparação da equipe.No futebol, os atletas devem estar preparados para realizar esforços intermitentes de alta intensidade e curta duração, intercalados com períodos de menor desgaste. "Não adianta nada um jogador ter velocidade média similar à de um maratonista, se o que decide as partidas é sempre um pique ou um lance de explosão", ponderou Antônio Mello, preparador físico do Santos.Apesar de um caráter cada vez mais voltado à explosão muscular, o futebol tem exigência física diferenciada de acordo com a posição ou a função de cada atleta. Essa diferenciação de dados é fruto de pesquisas e criou, durante os anos, uma necessidade de trabalhos individualizados de preparação e condicionamento para os jogadores."O jogador não pode mais correr a partida inteira, mas com pouca intensidade. A intensidade é uma valência fundamental no jogo atualmente, e tudo depende de o atleta conseguir ter um intervalo cada vez menor entre os momentos de grande gasto energético", explicou Renato Lotufo, fisiologista do Corinthians.A noção do quanto o desgaste de um atleta oscila em uma partida pode ser auferida a partir da análise dos níveis de concentração de lactato sangüíneo. Essa medida pode variar entre 2 mmol e 14,3 mmol de acordo com o jogador, o tempo de duração de sua última atividade de alta intensidade, o tempo de intervalo dessa ação, o nível de dificuldade do jogo e a taxa de remoção de lactato.


Além disso, jogadores de futebol têm uma freqüência cardíaca inferior a 73% da freqüência cardíaca máxima durante 11% do tempo de uma partida. Esse valor pode chegar a 92% em 63% do jogo e ultrapassa 92% em 26% do tempo.A exigência cardíaca pode ser explicada em grande parte pelo número de corridas de grande intensidade. Em média, cada jogador realiza 52 piques de no máximo 20 metros durante uma partida - um a cada 90 segundos. "Esse tipo de dado é muito importante para o trabalho do preparador físico. Há alguns anos, colocavam os atletas para correrem quilômetros durante um dia. Mas por que o cara vai correr quilômetros em baixa intensidade, se não é isso que o jogo pede? O preparador físico precisa estar atento a tudo isso", lembrou Mello.Basicamente, o treinamento realizado por preparadores físicos no futebol pode ser dividido em aeróbio ou anaeróbio. O exercício aeróbio é destinado ao aumento da recuperação após atividades de alta intensidade, à evolução do sistema cardiovascular e à melhora na capacidade dos músculos de utilizar o oxigênio para oxidar ácidos graxos.


Analisando todo o artigo, observa-se a importância de saber encaixar de maneira caucada em ciência, toda a pregramação de treinamento, quer seja, físico,técnico ou tático o treino.Além das capacidades volitivas que devem também ser trabalhadas no contexto global de treinamento desportivo. Alertar-se, ainda para o consenso entre o tipo de exigência físiologia,duração do estimulo,intervalo e período em que o treino deve ser apresentado e executado para os atletas, sendo mais claro cito uma sequência, comum no futebol, onde o fator recuparação de atletas, muitas vezes e deixado para segundo plano.Exemplo:


EQUIPE (A) CAMPEONATO ALAGOANO DE FUTEBOLJOGOS -DOMINGO-QUARTA-DOMINGO

Geralmente os clubes fazem assim:

SEGUNDA-FEIIRA M- FOLGA T- REAPRESENTAÇÃO REGENERATIVA (FÍSICO E/OU TÉCNICO-TÁTICO PRA QUEM NÃO PARTICIPOU DO JOGO)

TERÇA-FEIRA M- COLETIVOT - TREINO PARA NÃO RELACIONADOS


OBS. Alguns Físiologistas defendem a tese de que 48hs depois do jogo, o indice de fadiga estará mais acentuado. Portanto seria indicado um treino mais leve e não um coletivo.


QUARTA-FEIRA M- TREINO PARA NÃO RELACIONADOST-


JOGO OFICIAL QUINTA - FEIRA M- FOLGAT-REAPRESENTAÇÃO REGENERATIVA (FÍSICO E/OU TÉCNICO-TÁTICO PRA QUEM NÃO PARTICIPOU DO JOGO)


SEXTA-FEIRA M- TÉCNICOT- COLETIVO


OBS2. Lembrando a tese de que 48hs depois do jogo, o indice de fadiga estará mais acentuado. Portanto seria indicado um treino masi leve e não um coletivo, nesse dia o treino além de ser em dois períodos, provavelmente acarretará em um desgaste maior no jogo de Domingo.


(RECUPERAÇÃO INADEQUADA PARA PRÓXIMA PARTIDA)


SÁBADO M- TÁTICO E RECREATIVOT- TREINO PARA NÃO RELACIONADOS


DOMINGO JOGO OFICIAL


Esse é o exemplo de microciclo padrão para o futebol, o modelo tradicional praticamente aplicado na maioria dos clubes no Brasil. Porém, cabe a cada comissão técnica e princialmente aos preparadores físicos e fisiologistas dos clubes, analisarem caso à caso. Bem como, argumentar com os técnicos a situação de cada grupo de atletas ou a situação indivídual do elenco do clube. Atualmente, torna-se mais fácil interagir com os técnicos sobre esse assunto, pois muitos mitos e manias estão acabando no futebol, abrindo caminho para uma interação inteligente entre ciência e experiência. Certamente, comandantes de comissão técnica, que nos dias atuais, trabalham com empirismo e acham que o futebol não muda ou nunca mudou, principalmente a preparação física e a metodologia do treinamento desportivo, estão correndo em direção a um paredão, e o pior é que no futebol de alto nível, primeiramente os RESULTADOS são mais importantes que qualquer outro aspécto, saber o que fazer no dia adequado, diminue a probabilidade de erro durante toda a competição e faz com que o atleta chegue mais recuperado para jogar e não fadigado por treinos aplicados equivocadamente.


Lembre-se " Água demais mata a planta" autor desconhecido

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